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Retornamos de uma visita à Rússia, onde
Christina e eu participamos da X Conferência Européia sobre Psicoterapia.
Celebrei meu 70° aniversário, com a tônica sobre o tema de meu mais
recente livro, a Psicologia do Futuro. Encontrei uma notável combinação
de profundo interesse e uma fluidez de amor, para a qual não me sentia
preparado. Fui também agraciado com o título de Acadêmico pela base
russa da Academia Internacional de Ciências Psicológicas, uma honra
que me disseram ter sido dada antes, apenas para quatro pessoas. Na
noite de meu aniversário, houve um banquete em minha honra para os
participantes conferencistas e um amável jantar, na noite seguinte,
uma reunião maravilhosa da família da respiração holotrópica.
Tudo pareceu estar indo excepcionalmente bem até descobrirmos que
(o departamento político do) o maior jornal russo, Kommersant, reagiu
a minha visita e apareceu na conferência por um artigo escandaloso,
malicioso e severamente mordaz, intitulado "Propagandista do LSD visita
a Rússia", atraindo explicitamente a atenção da polícia secreta para
a minha visita. Se "toda publicidade é boa publicidade" como dizem,
tenho certamente recebido boa publicidade, em todas essas possíveis
formas.
Infelizmente, o jornal cometeu o maior equívoco. O artigo estava cheio
de informações incorretas e de fatos distorcidos, em todas as ofensas
pessoais e falsas acusações de atividades criminais. Eles afirmavam
que realizei pesquisa na Suíça, onde nunca fiz, faziam referência
a minha pesquisa com pacientes cancerosos, adictos e alcoólatras (a
pesquisa oficial conduzida nos Estados Unidos, como conhecida, é no
Centro de Pesquisa Psiquiátrica Maryland sob os auspícios da NIMH)
como "trabalho clandestino com substâncias ilegais ignorando a proibição",
e chamando-me, entre outros, "pai da revolução psicodélica" (sic!),
"pesquisador de baixa reputação" e outras poucas. Nos EUA, difamações
pessoais similares apareceram em tablóides de jornais, sem falar em
jornais oficiais que aspiram enganar seriamente, como fonte de informações
confiáveis, que poderiam justificar a demanda de milhões de dólares.
Vladimir Maikov e, seu amigo, professor Kozlov responderam ao artigo
através de uma carta aberta ao editor, que também foi publicada na
Internet. Eles se referiram aos danos à minha reputação e solicitaram
desculpas, já que sou um pesquisador internacionalmente conhecido
e autor publicado em 16 línguas. Eu próprio estou examinando a possibilidade
de demanda com o editor chefe do Kommersant, se alguma coisa como
esta é viável, a menos que ele publique uma retratação com os fatos
corretos. Eu traduzirei o artigo do Kommersant e a resposta de Maikov/Kozlov
e a colocarei, junto com minha própria carta, na internet. A carta
de Maikov/Kozlov já está lá, mas na Rússia.
P.S. Quando da minha chegada a Moscou, a maior editora fez a tradução
de "Psicologia do Futuro" para o russo e também do "Call of the Jaguar",
na sua versão atual. Vladimir Maikov, o editor que publicou estes
livros, acredita que, mesmo nesta extensa presente versão, minha ficção
científica pode ser interessante para os círculos transpessoais. Uma
versão, que tenha um critério mais tradicional, poderá ser publicada
mais tarde. Tenho lido o livro em russo e ele está muito bem traduzido.
Descobri isto por ser uma muito interessante oportunidade para testar,
de maneira apropriada, uma grande escala (8.000 cópias) do mercado
para este livro, sobre o qual estou ainda tentando obter alguma clareza.
Artigo no Kommersant, em 02 de Julho de 2001
Propagandista do LSD chega à Rússia
Ele Apareceu na Academia de Serviço do Governo
Stanislav Grof, "pai da revolução psicodélica" e experimentador clandestino
da droga psicodélica LSD, proibida em todo o mundo, está vindo à Rússia
pela primeira vez, em uma visita oficial ao X Congresso Europeu "Psicoterapia
Oeste-Psicoterapia Leste". Este congresso está tendo lugar na Academia
de Serviço do Governo do Presidente da RF e àqueles que são familiares
às atividades do Sr. Grof, estando muito surpresos pela sua aparição,
naquele local.
O principal psicoterapeuta do Ministério da Saúde da RF, Boris Karvasarskiy,
apresentou ao congresso uma palestra sobre os sucessos da psicoterapia
russa. Mas a tônica do congresso foi a palestra de Stanislav Grof,
"Psicologia do Futuro: Lições da Moderna Pesquisa da Consciência".
E embora a comunidade psicoterapêutica internacional expressasse a
preocupação com a "sombria crise espiritual dentro da qual a sociedade
humana está mergulhando" e tentando mesmo avaliar que medidas podem
ser tentadas "para prevenir o desaparecimento da humanidade num abismo
espiritual", todos participantes estavam interessados somente no doutor
Grof, escandalosamente infame no mundo inteiro, fundador da Associação
Transpessoal Internacional e Professor da Faculdade da California
Institute of Integral Studies.
Mais de quarenta anos atrás, este psiquiatra checo iniciou na Suíça
seus experimentos com a substância psicodélica LSD que, naquela época,
não era ainda proibida. No final dos anos 60, tendo pessoalmente tentado
a estimulação transcutânea e elétrica dos nervos através de preparações
psicodélicas, entre elas anfetaminas e LSD, Stanislav Grof foi para
a América, onde iniciou tratamento de adictos de drogas narcóticas
e alcoólatras por esta já proibida preparação. A imprensa do mundo
se tornou fortemente interessada e engajada, porque nesta época a
geração jovem estava atraída pelos psicodélicos e muitos deles embarcaram
em jornadas sem retorno. A estimulação dos nervos, transcutânea e
elétrica, pelos psicodélicos começou a ser vista como um vil forte
narcótico e foi proibido por lei, a qual foi incluída na prática da
medicina. Dr. Grof recebeu o nome de "pai da revolução psicodélica".
Ignorando a proibição, continuou os experimentos com preparações psicodélicas
em pacientes com câncer e em adictos de drogas narcóticas, mas nesta
época em atividade clandestina. Parte de sua prática psicoterapêutica,
que era legal foi seu trabalho com estados alterados de consciência.
Tendo publicado mais de quinze livros, traduzidos em vinte línguas,
o professor Grof aparece agora, para todo o mundo, causando lamentos
dos seguidores da psicoterapia clássica. Ele tem estado na Rússia
várias vezes, mas estas foram visitas privadas, porque muitos dos
métodos de tratamento de Grof são ilegais em nosso país e eles atraem
interesse de serviços especiais.
A visita do professor ao congresso aconteceu na Academia de Serviço
do Governo, pela iniciativa do Instituto de Psicologia Transpessoal
Russo. No momento do congresso o professor Grof, que veio com sua
esposa e colega Cristina, estava comemorando seu septuagésimo aniversário
e está conduzindo em St. Petersburg um seminário prático (sem uso
de preparação psicodélica). A reação dos serviços especiais para esse
evento é nesse ponto desconhecida.
E-mail a Andrey Vasilyev
Prezado Andrey Vasilyev,
Conforme nossa conversa telefônica, estou escrevendo uma resposta
ao artigo que apareceu no Kommersant, em 2 de julho de 2001, descrevendo
minha visita à Rússia. Enviarei a você uma dura cópia da carta com
todo o material mencionado, tais como meu currículo e a descrição
das conferências da Associação Internacional Transpessoal e os nomes
dos cientistas, figuras espirituais e líderes políticos, que têm deles
participado, sendo muitos deles meus amigos pessoais.
Mas, desde então, parece essencial (eu entendo que Alena Antonovna
apenas publicou um outro artigo corrosivo sobre mim no periódico Vlast),
estar enviando uma prévia de minha carta, por e-mail. Espero que,
após ver este material, você concordará que, se alguma coisa merecer
o termo "propagandista", é o artigo do Kommersant e o escrito de Alena
Antonovna, por ser altamente antiprofissional odioso e difamatório.
Sinceramente,
Stanislav Grof, M. D.
Stanislav Grof, M. D.
38 Miller Ave, PMB # 216
Mill Valley, CA, 94941
USA
Carta a Andrey Vasilyev
Andrey Vasilyev
Chief Editor
Kommersant
Horoshevskoye shosse, 41,
Moscow 123308
Russia
Mill Valley, California,
12 de Julho de 2001.
Prezado Andrey Vasilyev
Estou escrevendo a você por causa de um sério incidente, que ocorreu
durante minha recente visita à Rússia, onde fui oficialmente convidado,
para apresentar a palestra central da X Conferência Européia de Psicoterapia.
Na ocasião de minha apresentação, na qual foi também meu septuagésimo
aniversário, fui agraciado com o título Acadêmico pela Academia Internacional
de Ciências Psicológicas pelo trabalho de minha vida, na área de Estados
Incomuns de Consciência.
Em 2 de julho, seu jornal Kommersant publicou um artigo altamente
antiprofissional escrito por Alena Antonovna, descrevendo os eventos
da conferência. Trazia o título sensacionalista "Propagandista do
LSD chegou na Rússia" e continha um grande número de afirmações incorretas,
que variavam de um simples desprezo confuso a fatos de mentiras ofensivas
e falsas acusações, que são seriamente prejudiciais à minha reputação.
Eu não tenho dúvidas, que quando eu descrevo para você a natureza
e o escopo dessa desinformação, você concordará que artigos dessa
espécie não deveriam aparecer em um jornal, que aspira ser admitido
como sério, pelos seus leitores. Você precisa também considerar se
deseja empregar repórteres, que produzem artigos dessa qualidade.
Em minha experiência, os piores tablóides americanos, especialistas
em fofocas, dão mais atenção aos fatos do que Alena Antonovna dá aos
artigos, escritos por ela, em seu jornal. Eis aqui alguns dos fatos
errados e falsas acusações:
1. Eu não sou e nunca fui um "experimentador clandestino de LSD".
As pesquisas com psicodélicos que conduzi, entre 1956 e 1973, envolveram
projetos oficiais, conduzidos primeiramente no Instituto de Pesquisa
Psiquiátrica em Praga, Checoslováquia e mais tarde no Centro de Pesquisa
Psiquiátrica Maryland, em Baltimore, Maryland. Os resultados dessas
pesquisas têm sido publicados em jornais profissionais e livros científicos,
traduzidos em 16 línguas. Eu também recebi, por minha pesquisa, o
prêmio nacional Kuffner Award, dado na Checoslováquia, pela mais importante
descoberta psiquiátrica do ano, e o prestigiado prêmio Czechoslovakian
Purkynje Award.
2. Embora eu considere os psicodélicos ferramentas muito valiosas
nas mãos de profissionais, como eu tenho mostrado em meus livros,
eu nunca advoguei o uso, não supervisionado, dessas substâncias. Nunca
tive conhecimento de ter sido chamado "pai da revolução psicodélica".
Quando eu estava conduzindo minha pesquisa na Checoslováquia, o LSD
estava listado na farmacopéia oficial com indicações e contra-indicações,
juntamente com penicilina, insulina e antibióticos de tetraciclina.
Quando cheguei nos EUA, a revolução psicodélica (uso não supervisionado
de psicodélicos pela jovem geração) estava já bem encaminhada. O título
"pai da revolução psicodélica" tem sempre sido ligado ao nome de Timothy
Leary.
3. Minha aparição à conferência não era uma "surpresa", como retratada
no seu artigo. Como mencionei antes, fui oficialmente convidado pelo
professor Victor Makarov e pelo Dr. Vladimir Maikov, para dar a tônica
pronunciando uma palestra. Isto estava anunciado no programa da conferência
e era plenamente aguardado pelos participantes, por toda a Rússia
e no exterior. Como você poderá ver no meu currículo que anexei, minha
reputação vem de credenciais acadêmicas. O termo "infame" (a melhor
tradução que pude encontrar "escandalosamente conhecido" ou "conhecido
pelos escândalos", usado em seu artigo) nunca tem sido utilizado em
conexão com meu nome no passado. É incorreto, ofensivo e representa
séria difamação.
4. O termo infame é usado no artigo em estreita conexão com a Associação
Transpessoal Internacional (ITA), uma organização que fundei. Como
você pode ver no material incluso, esta associação e sua ramificação
européia têm levado conferências a muitos países do mundo e tem tido
a participação da fala de cientistas proeminentes e de outras figuras
públicas, incluindo vencedores do Prêmio Nobel, tais como Madre Tereza,
Sua Santidade o Dalai Lama e Ilya Prigogine. A conferência da ITA,
em Praga, foi mantida sob os auspícios do Presidente checo Vaclav
Havel. Os encontros da ITA também tiveram a participação do candidato
presidencial dos EUA, Jerry Brown, do anterior marajá de Kashmir e
Jammu e do político independente indiano Karan Singh.
5. O fato de eu nunca ter conduzido minha pesquisa na Suíça, como
incorretamente estabelecido em seu artigo, é apenas um pequeno detalhe
contido no mar de mentiras, que é duramente mencionado de uma forma
pior.
6. Como tenho mencionado, a pesquisa psicodélica, com pacientes terminais
de câncer, alcoólatras e adictos de drogas narcóticas, era um projeto
oficial dos EUA, no Centro de Pesquisa Psiquiátrica Maryland, em Baltimore,
com a permissão do Governo dos EUA e sob os auspícios do Instituto
Nacional de Saúde Mental (NIMH), em Bethesda, MD. Descreve-la como
ilegal e como uma atividade criminal clandestina, não é somente grosseiramente
incorreto, mas representa séria difamação, merecendo uma ação legal,
a menos que seja corrigida de forma satisfatória. Sob circunstâncias
similares, vítimas de tais danos da publicidade têm, com sucesso,
acionado os jornais irresponsáveis, envolvidos em milhões de dólares.
7. Um outro sério erro, em seu artigo, diz respeito às minhas prévias
visitas à Rússia e às condições de meu trabalho aqui. Eu cito de seu
artigo: "Ele tem estado antes, várias vezes, na Rússia, mas essas
foram visitas privadas, porque muitos dos métodos de tratamento do
Grof são ilegais, em nosso país, e atraem interesses de serviços especiais.
Apesar de tudo, vários estudantes do Grof trabalham anonimamente em
nosso país". Contrariamente a esta declaração, duas de minhas três
prévias visitas à Rússia foram o resultado de um convite oficial do
Ministro da Saúde soviético. Eu presumo que você está familiarizado
com o critério estritamente profissional aplicado pela sua instituição.
Espero que você concorde, que é altamente implausível, que o Ministro
poderia ter estendido seu convite ao "infame pai da revolução psicodélica".
É também relevante mencionar, neste contexto, que a primeira edição
oficial de meus livros "Realms of Human Unconsciousness" (1991) e
"The Human Encounter with Death" (1995) foram publicados pela Academia
de Ciências Russa e Soviética respectivamente, com circulação de 1.000
cópias, para propósitos científicos. O segundo livro descreveu meu
trabalho com pacientes com câncer, que Alena Antonovna, explicitamente,
chamou de clandestino e ilegal. Você realmente acredita que a Academia
de Ciências Russa poderia publicar o trabalho se fosse verdade?
A pesquisa com psicodélicos têm sido apenas uma pequena parte da minha
atividade profissional. Minha tônica na palestra da conferência, intitulada
"Psicologia do Futuro: Lições da Moderna Pesquisa da Consciência"
e baseada no meu mais recente livro com o mesmo nome, explorou um
amplo espectro de estados incomuns de consciência e suas implicações
de forma revolucionária, para a teoria e prática da psiquiatria. Desde
1975, minha esposa e eu temos estado trabalhando com a respiração
holotrópica, um método sem drogas que temos desenvolvido. Esse é também
um método, que falamos aos nossos estudantes russos, em programas
de treinamento internacionais, bem estabelecidos. Ele não é apenas
legal na Rússia e em outros países, mas seus efeitos terapêuticos
têm sido explorados e confirmados em muitos projetos de pesquisa e
dissertações de doutorados. Os resultados de alguns desses estudos
foram apresentados em um simpósio da conferência de Moscou, dedicado
à respiração holotrópica, a qual atendia a mais de cem profissionais.
Nossos estudantes russos e de outros países, no que diz respeito à
respiração holotrópica, não têm a necessidade de trabalhar de forma
anônima.
8. Apenas um pequeno comentário, para colocar os fatos mais gerais
em ordem. Substâncias psicodélicas não são "proibidas no mundo inteiro",
como afirmado incorretamente em seu artigo, no Kommersant. Eles estão
entre os compostos estritamente controlados e seu uso para pesquisa
requer permissão especial; este é o porque nós estivemos habilitados
a conduzir nossa pesquisa, em ampla escala no Centro de Pesquisa Psiquiátrica
Maryland. Receber essa permissão se tornou difícil, em parte devido
à confusão, sem supervisão, do uso de psicodélicos pela geração jovem,
em parte como um resultado da reportagem sensacionalista de jornalistas
irresponsáveis, dos quais o artigo de Alena Antonovna no Kommersant
é um exemplo, que saliento. Nos últimos quinze anos, um grande grupo
de psiquiatras suíços e psicólogos conduziram pesquisas oficiais de
terapia psicodélica e, de forma comum, um outro projeto de pesquisa
está começando na famosa Universidade Clínica Burghoeltzli, em Zurich.
Vários projetos de pesquisa têm recentemente sido conduzidos nos Estados
Unidos. No Brasil, a poção psicodélica ayahuasca está sendo usada
com a permissão do governo, por milhões de pessoas, nas cerimônias
das igrejas do Santo Daime, União do Vegetal e ayuasqueros nativos.
Estes são os mais sérios erros em seu artigo, quase uma impressiva
coleção, considerando o seu tamanho. Um pequeno detalhe adicional;
Alena Antonovna afirma que seus dados têm como base uma entrevista
que ela fez comigo; esta é uma mentira completa. Ela não teve uma
entrevista comigo e apenas extraiu dados de minha palestra e possivelmente
de livros. Bastante para uma honesta reportagem! Espero que, vendo
a descuidada, amadora e escandalosa obra que Alena Antonovna tem apresentado
para publicação em seu jornal, você sentirá, no mínimo, ultrajado,
como eu senti, lendo-o. Você realmente deseja essa espécie de pessoa
e essa espécie de reportagem para representar seu jornal? Depois de
tudo, o aparecimento de semelhante artigo em seu jornal levanta a
questão da qualidade de reportagem para o restante de seus escritos,
como algo que poderia ser atribuído a nenhuma responsabilidade de
seu editor chefe. Peço a você a correção desta má informação, em um
proeminente lugar, em seu jornal; publicação desta carta por extenso,
seguida de uma breve desculpa, que poderia me dar plena satisfação
e acertar a matéria. Por outro lado, eu poderia ter de buscar uma
ação legal e se a demanda por difamação não é uma prática comum na
Rússia, eu poderia utilizar a internet, outros jornais e meus amigos
na Rússia e no exterior, para tornar esta situação publicamente conhecida.
Espero que possamos encontrar uma solução amigável, para esta infeliz
matéria.
Sinceramente,
Stanislav Grof, M.D.
cc.: Jack Silver, Advogado e Procurador.
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